sexta-feira, 7 de abril de 2017

Afinal, o que querem os empregadores? Descubra!

Os Millennials são a geração mais bem educada da história, mas aparentemente houve um engano: o mercado de trabalho estava procurando uma educação completamente diferenteEm 2016, 24,1% dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos estava desempregado. Outro estudo mostra que um a cada seis jovens com 24 a 34 anos não possui as habilidades consideradas essenciais para o mercado de trabalho.
Numa conferência na Philadelphia, representantes do Google, da EY e da IE Business School encararam a pergunta: o que querem os empregadores? Foi perguntado se eles acreditavam que as instituições de ensino superior estavam desenvolvendo estudantes com as habilidades que eles procuravam, a resposta de Jake Schwartz, CEO da General Assembly, foi que essa não é a função da escola.
Santiago Iniguez, reitor da IE Business School de Madrid, afirmou que vê o papel das universidades “não só como uma preparação para o mercado de trabalho, mas também um lugar para desenvolver uma pessoa completa, com uma personalidade individual”. Ele acredita que até a tradição acadêmica europeia, que é muito mais voltada para a educação profissional, não está sendo tão eficaz na formação de profissionais prontos para o mercado de trabalho.
Veja a seguir as 10 habilidades que os empregadores procuram e procurarão dos seus novos funcionários:
Em 2015:
1. Resolver problemas complexos
2. Coordenação com os outros
3. Administração de pessoas
4. Pensamento crítico
5. Negociação
6. Controle de qualidade
7.Orientação para o serviço
8. Julgamento e tomada de decisão
9. Ouvir ativamente
10. Criatividade
Em 2020:
1. Resolver problemas complexos
2. Pensamento crítico
3. Criatividade
4. Administração de pessoas
5. Coordenação com os outros
6. Inteligência emocional
7. Julgamento e tomada de decisão
8. Orientação para o serviço
9. Negociação
10. Flexibilidade cognitiva
Rya Conrad Bradshaw, vice-presidente da Fullbright, afirma que as empresas querem que os seus funcionários cheguem prontos. “A pesquisa mostra todas as vezes que, porque as pessoas estão ficando cada vez menos tempo nas empresas, especialmente nos seus primeiros anos, as companhias não querem investir neles”, disse.
Ela diz que pode até ser oferecido treinamento especifico para o trabalho, mas é esperado que pessoas recém-formadas cheguem no mercado de trabalho com um desenvolvido completamente das suas soft skills (ou seja, as habilidades mais importantes para os empregadores, e que compõe inteiramente as listas acima).
Mas e se estudantes não quiserem trabalhar em firmas tradicionais? A questão foi levantada por Jaime Casap, chefe de educação no Google. “A ideia de que nós estamos preparando esses jovens para serem engrenagens de uma grande organização não é tão realista quanto foi no passado”, disse.
“Se nós olharmos para a geração Z, 42% deles querem começar o seu próprio negócio. Hoje, cinco crianças com um laptop e um servidor no Google ou na Amazon são capazes de fazer o que quiserem”, completou. Para ele, a educação deve preparar a pessoa para aprender a vida inteira.

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