terça-feira, 3 de junho de 2014

5 Mitos Sobre A Inteligência

Por Gabriel Tonobohn


A inteligência já foi definida ao longo da história de muitas maneiras diferentes. É difícil chegar a um consenso sobre o que realmente é a inteligência. Seria sinônimo de esperteza? Ou a capacidade de uma pessoa de resolver problemas de lógica, abstração, comunicação, etc? Apesar de toda sua inteligência, os cientistas ainda não chegaram a uma definição que todos concordem plenamente.
Com tantas variáveis, como se medir a inteligência de uma pessoa? Hoje em dia, a inteligência é medida pelo QI (Quoeficiente de inteligência). O teste de QI é uma das ferramentas mais usadas para tentar prever sucesso acadêmico ou profissional de uma pessoa, mas é também bastante questionado como método.
Mesmo com todas as ressalvas quanto à mensuração da inteligência, por muitos anos o homem tentou encontrar maneiras de aumentar o seu poder mental. A verdade é que o cérebro, assim como o restante dos seus músculos, sempre se beneficiará do exercício. Exercitar sua mente é tão importante quanto exercitar seu corpo. 
Contudo, nessa ansiedade de melhorar nossas habilidades, muitos mitos apareceram ao longo do tempo prometendo fórmulas mágicas para conquistar esse feito. Por isso, separamos alguns desses mitos aqui para esclarecer o que é ou não é verdade. Confira!


1. Alguns alimentos podem melhorar sua inteligência
Durante anos acreditou-se que comer ou não comer alguns alimentos poderia melhorar nossa capacidade mental. Embora ter uma alimentação saudável ajude em basicamente qualquer aspecto da sua vida, tomar pílulas de vitaminas ou comer blueberries não vai ajudá-lo a encontrar as respostas daquela palavra-cruzada do jornal. Basicamente, o que acontece é que os alimentos que dizem que são bons para o cérebro são bons também para o coração, e quando o coração está saudável, ele fornece mais oxigênio para o cérebro, o que aumenta seu desempenho. Portanto, comer bem é a chave para tirar o máximo de desempenho do seu cérebro, mas isso não vai mudar o que você já sabe.

2. Palavras-cruzadas te deixam mais inteligente
Palavras-cruzadas, sudoku e outros jogos de palavras são legais e divertidos, mas não vão fazê-lo um gênio. A verdade é que esses jogos apenas treinam o seu cérebro, mas não necessariamente o tornam mais inteligente.
Em outras palavras, fazendo palavras-cruzadas você vai ficar muito bom em... palavras-cruzadas. Jogos podem ajudar a melhorar habilidades específicas, mas ao saber resolver um sudoku, você não vai aprender nada além de resolver sudokus.

3. Ouvir música clássica aumenta seu QI
Em 1993, pesquisadores descobriram que a habilidade cognitiva de estudantes aumentava ao ouvir a sonata 1781 de Mozart. Bastou isso para que se espalhasse o mito do chamado “Efeito Mozart”, que foi suficiente para convencer o governador da Georgia a prover um CD de música clássica para cada recém-nascido no estado. Também foi o suficiente para criar uma indústria bilionária para mães que compravam produtos como a linha “Baby Mozart”, na tentativa de tornar seus filhos mais inteligentes.
Na verdade, ouvir a música aumentava a capacidade dos estudantes, mas o efeito dura apenas 10 ou 15 minutos. Nenhum outro estudo conseguiu comprovar que a música clássica realmente aumentava o QI de qualquer pessoa permanentemente. Uma possível explicação é que a música é capaz de acalmar a pessoa, que consequentemente tem mais facilidade para se concentrar em uma determinada atividade.

4. A maioria das pessoas usa apenas 10% de sua capacidade mental
O mito parece mais um mantra entoado por muita gente, inclusive nos livros e filmes. A verdade é que nós usamos 100% de nossa capacidade, só não ao mesmo tempo.
O cérebro é responsável por inúmeras funções, não apenas pensar e criar. Ele coordenada as funções motoras, incluindo equilíbrio, movimento e respiração. Assim, quando você realiza determinada atividade, usa uma parte do cérebro. Quando realiza outra, usa outra parte. O cérebro é todo usado, apenas não de uma vez só.

5. Inteligência diminui com a idade

É verdade que, a medida que envelhecemos, nosso cérebro muda, como o restante do corpo. Também é verdade que, com a idade, nossas agilidade diminui, começamos a nos mover mais devagar e o corpo não responde mais tão rapidamente como antes. A partir dos 27 ou 28 anos, nossas habilidades já atingiram um pico e começam a entrar em declínio.
No entanto, apesar dos mais velhos perderem em habilidades cognitivas, eles tem algo que não pode ser medido ou padronizado por nenhum teste: sabedoria. A sabedoria e o conhecimento prático com base em anos de experiência são valores poderosos que muitas vezes são esquecidos. Os mais jovens podem ter mais agilidade e realizar tarefas mais rapidamente, mas os mais velhos conseguem compensar isso enxergando melhor o quadro geral com sua experiência.
É claro, assim como o corpo, a mente também deve se manter em atividade para diminuir a ação do tempo. Continuar aprendendo e praticando é uma ótima maneira de conservar suas capacidades (ou aumentá-las).

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