quinta-feira, 15 de maio de 2014

QI e hereditariedade: qual é a relação?

Por: Universia


Muitos se perguntam qual é o segredo para ter um QI alto. Seria o resultado de uma boa criação vinda dos pais? Ou então o hábito de estudar muito? Muito se diz sobre a relação entre o alto QI e os genes, já que existem casos de crianças muito pequenas que demonstravam inteligência acima do normal. Porém, estudos recentes mostraram que essa relação não é verdadeira.

De acordo com o livro Intelligence and How to Get It, do professor de psicologia da Universidade de MichiganRichard Nisbett, o QI alto só vem de, no máximo, 50% dos genes, ao contrário dos 80% que muitos cientistas costumavam dizer. O pesquisador conseguiu provar que o ambiente em que a criança vive influencia diretamente no nível de inteligência.

Criança que nasceram órfãs e viviam abandonadas, após serem adotadas por famílias classe média, aumentaram seu nível de QI de 12 para 18. Além disso, crianças que estão há meses sem estudar sofrem um retrocesso no seu QI, principalmente aquelas que não possuem o hábito da leitura.

Outro exemplo da importância do ambiente para a inteligência é um experimento realizado na Finlândia. No fim dos anos 70, educadores finlandeses proporam um programa nas escolas que, ao invés de focar em notas altas e bons resultados, incentivava a autoanálise e a compreensão do relacionamento entre o aluno e o estudo. Uma década depois, essas mesmas crianças se formaram com ótimos resultados e boas perspectivas para o futuro.

Dessa forma, tanto Nisbett quanto os pesquisadores finlandeses mostraram que, para ser inteligente, não é necessário esperar por um milagre dos genes. Com estratégias que reforçam a importância de um bom ambiente de estudos, os alunos poderão aproveitar mais o aprendizado e obter melhores resultados.

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