quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

7 erros clássicos de quem acabou de sair da faculdade

Por: Talita Abrantes.
Fonte: Exame Abril.

São Paulo – Para muita gente, os próximos dias sinalizam o fim de uma era e o início de uma nova fase de vida: o momento em que deixa para trás o status de estudante universitário e migra para a condição de profissional formado.
O frio na barriga diante do horizonte ainda informe é intenso nesta fase e a pressão, idem. O problema é que a combinação de medo, imaturidade e pressão acaba guiando muitos jovens jovens recém-formados para escolhas erradas de carreira
Veja quais são: 

Atirar para todos os lados
Na transição entre a condição de estudante para a de profissional formado, muitos ex-universitários tendem a mergulhar em uma profunda ansiedade para encontrar logo um emprego para chamar de seu.
O problema? No afã de carimbar logo a carteira de trabalho, muitos atiram por todos os lados e tomam decisões apressadas capazes de comprometer todo um futuro profissional. “Eles precisam mapear o mercado e selecionar o que realmente tem a ver com ele”, diz Elvira Berni, sócia-diretora da People on Time Consultoria. Neste momento, ainda não dá para ter um plano de carreira definido, explica a especialista, mas é essencial ter uma diretriz – uma direção de que tipo de rota o jovem profissional pretende caminhar. 

Fazer de tudo para ter um emprego em janeiro
Outro fato importante que muitos jovens se esquecem: se você terminou a faculdade agora, não precisa necessariamente já estar com um emprego fixo no dia 1º de janeiro.
 “Eles pensam que precisam ganhar dinheiro para se aposentar aos 30 anos com 1 bilhão de reais na conta”, brinca Elvira. Quando, na verdade, deveriam estar preocupados com uma única coisa: experimentar e viver coisas novas, de acordo com a especialista. 
“Em vez de já entrar no mercado, por que não viver uma experiência nova, conhecer outras expectativas e, provavelmente, melhorar muito como ser humano?”, questiona.

Achar que é a última (ou a pior) bolacha do pacote
“Alguns nesta faixa etária se acham muito especiais, pensam que são muito melhores do que realmente são”, diz Elvira. “Isso faz com que eles cometam erros nos processos”. Nesta fase, é essencial saber que “uma coisa é o conhecimento teórico, outra é a vida profissional na prática”, afirma a coach Thirza Reis. Por isso, humildade é importante e, nesta fase, essencial. “É interessante que o formado baixe um pouco a bola”, diz a especialista. Na via oposta, há quem se muna de baixa autoestima e dê voz para a insegurança. O resultado é uma atitude paralisante e um medo intermitente diante de novos desafios – algo inerente aos primeiros passos da carreira. O antídoto é o mesmo para os dois grupos: é preciso se conhecer melhor. Isso acontece por meio de processos de terapia, coaching ou conversas profundas com mentores, enumera Elvira - ou outras estratégias que gerem feedback e um quadro claro das fraquezas e fortalezas de cada jovem profissional. 

Ainda não saber o que o diferencia na multidão
Para estrear no mercado, é preciso se destacar. Mas como isso pode acontecer se tudo o que se tem no currículo são os diplomas de ensino médio e superior? Neste ponto, o autoconhecimento entra novamente em cena. “Ele tem que ter claro em que agrega de valor e no que pode melhorar”, diz Elvira. Um caminho é olhar para o que você fez nos quatro, cinco anos universitários, além das aulas, que pode contar pontos para o seu trabalho como efetivo. Acredite, de atuar na empresa júnior até fazer voluntariado: muitas atividades da faculdade têm potencial para alavancar a sua carreira no futuro. E sabê-las de cor pode ser um diferencial. 

Querer só a cereja do bolo 
Não se engane: início de carreira é “ralação”, como classifica Elvira. “Você precisa estar disponível para viver o interior do Brasil ou a área operacional”, diz a especialista. Segundo ela, são experiências assim que irão moldar os melhores profissionais. O problema é que boa parte dos recém-formados não vislumbra passar por isso. Pular etapas, rejeitar propostas mais desafiantes, não topar se esforçar um pouco mais – tudo isso pode comprometer o futuro profissional, sim. “Esta é a época da vida que é preciso roer o osso”, afirma Elvira. 

Engatar uma pós de cara 
Fazer uma pós-graduação sem ter muito claro o que se quer da carreira é um tiro no pé, segundo Thirza. "Às vezes, você não gosta de um assunto, mas se encanta ao trabalhar. Ou ama um assunto e na prática, não gosta. Por isso, partir direto para a pós é temerário", afirma. A exceção vai para quem já tem uma identidade profissional bem estruturada mesmo ao sair da faculdade. 

Não ter persistência
Para a maior parte dos mortais, a subida profissional é lenta – talvez muito mais do que você imagine. E para vencê-la é preciso persistência e paciência (muita, diga-se de passagem). Segundo Thirza, a consolidação de um profissional no mercado leva de dois ou três anos. "Precisa de paciência, estrutura, foco e disciplina. Quem não tem dificilmente irá se estabelecer no mercado", afirma. “Agora, não é como no videogame quer você perde e tem outra vida. A vida é uma só, desta vez”. E paciência para edificá-la é fundamental. 

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