quinta-feira, 18 de abril de 2013

Hoje é o dia nacional da literatura infantil


O dia 18 de abril marca a celebração da literatura infantil no País, uma homenagem a Monteiro Lobato, escritor que revolucionou a indústria literária ao criar livros que aguçaram o imaginário das crianças, até então acostumadas a obras recheadas de preceitos éticos e morais. José Renato Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, no interior de São Paulo, no dia 18 de abril de 1882.

Na infância, Lobato já demonstrava o interesse pela literatura e escrevia para jornais da escola. Logo cedo, teve de saber lidar com a perda: quando tinha 15 anos, morreu seu pai, o fazendeiro José Bento Marcondes Lobato, e, um ano depois, a mãe, dona Olímpia Augusta Monteiro Lobato.

Por influência do avô, concluiu o curso de Direito da Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo. Nessa época, dividiu-se entre suas principais paixões: escrever e desenhar. Com o diploma em mãos, mudou-se para Areias, onde foi nomeado promotor público. Trocou de lar novamente após a morte de seu avô, que deixou como herança uma fazenda em Buquira (hoje, Monteiro Lobato), local que seria o seu próximo destino. Acompanhado de sua esposa, Maria da Pureza de Castro Natividade, e inspirado pelo ambiente do campo, foi onde iniciou sua projeção como grande escritor.

Urupês é considerada uma das obras mais importantes de Monteiro Lobato. Nela, estão presentes dois artigos do autor publicados anteriormente no jornal O Estado de São Paulo, gerando uma grande repercussão, além de um conjunto de contos. O primeiro, intitulado de "Velha Praga", denuncia as queimadas do Vale do Paraíba. No segundo, chamado "Urupês", o autor define e caracteriza o caboclo - que ele chama de Jeca Tatu - como um ser ignorante, preguiçoso, sem nenhum senso de arte e nenhum desejo de permanência e de realização. Personagem esse completamente diferente dos caipiras e indígenas idealizados pelos romancistas como, por exemplo, José de Alencar.

Monteiro Lobato nasceu em Taubaté em 1882 e desde criança já demonstrava paixão pelos livros e pela escrita. Seu grande destaque na literatura infantil foi a saga do Sítio do Picapau Amarelo, iniciada em 1921 com o lançamento de Narizinho Arrebitado, e que hoje já transcende o papel e é constantemente adaptado para a televisão, seja em formato de seriado ou, mais recentemente, como desenho animado.

Um de seus principais personagens é a Emília, que nasceu boneca, evolui e virou gente. Trata-se do personagem alter ego de Monteiro Lobato. Curiosa, falava demais - e tudo o que tivesse vontade.


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