segunda-feira, 18 de março de 2013

O que os erros no currículo dizem sobre você


Por Talita Abrantes
Exame.com

Confira como os recrutadores podem encarar os deslizes no currículo na hora de elaborar um perfil dos candidatos a oportunidades profissionais.

1 - Erros de português

Escorregar na ortografia, ou na concordância e/ou coesão são equívocos mais cruéis para os candidatos. Isso porque ou o recrutador vai concluir que o profissional não tem bom domínio da língua ou vai desconfiar com comprometimento dele com a oportunidade e com a carreira, de acordo com Grinberg. “Tem duas maneiras de encarar, ou o candidato não sabe escrever ou não se interessa pela carreira a ponto de pedir para alguém revisar o texto”, diz o especialista.

O consultor e coach Homero Reis, que também é psicanalista, concorda. “Revela descompromisso e baixo padrão de qualidade, e isso se reflete no trabalho”, diz.

2 - Layout confuso 

Uma das premissas de um bom currículo é que ele seja de fácil leitura. Se a maneira de apresentar as informações é confusa, o recrutador pode concluir que faltam habilidades de comunicação, como clareza e objetividade. “O recrutador pode entender que se trata de profissional confuso também”, diz Grinberg.

Portanto, é preciso ter muito cuidado na hora de inovar no formato do currículo. Diagramações estranhas podem dificultar o acesso ao mais importante: as informações a respeito da sua trajetória profissional.

3 - Objetivo profissional deslocado

“Quando não há aderência entre o objetivo e o cargo, o candidato demonstra que não tem interesse naquela vaga”, explica Grinberg. 
Ou seja, o recrutador vai concluir que se trata de uma pessoa que se candidata para diferentes tipos de oportunidades, o chamado “paraquedista”. E sem o perfil esperado para a posição, as chances de ser chamado para a entrevista são mínimas.

4 - Nível de fluência no idioma

Errar na hora de classificar o nível de domínio de um idioma pode ser encarado de diferentes maneiras, de acordo com os especialistas. Para Reis pode demonstrar falta de atenção a respeito de suas competências e habilidades. “Pode significar que a pessoa não é cuidadosa no seu autoconhecimento. As pessoas não podem colocar o que acham, precisam ter uma referência”, diz ele.

“Há graus de problemas, se é uma pessoa que tem nível intermediário e coloca avançado, é uma coisa, mas uma pessoa que diz ser fluente, mas mal sabe se comunicar já é má-fé”, diz Grinberg.

5 - Descrever atribuições dos cargos em vez de citar resultados atingidos


Uma pessoa que incorra no clássico erro de descrever sua trajetória profissional a partir das atribuições dos cargos que ocupou não demonstra foco em resultados. “É um erro tão comum que quem o comete fica na média, destaca-se quem não cai neste deslize”, explica Grinberg.


Assim, para se diferenciar da grande maioria dos profissionais, a dica é detalhar as entregas e resultados atingidos no currículo em vez de limitar-se à descrição das atribuições dos cargos.

6 - Supervalorizar aspectos da trajetória

Se no currículo a participação em um projeto se transforma em liderança, é preciso saber explicar ao recrutador porque você optou por relatar a experiência dessa forma.  “É preciso dar detalhes que comprovem a ação de liderança, mesmo que ela tenha sido informal”, diz Grinberg. Segundo ele existe uma diferença tênue entre supervalorizar uma ação e saber se posicionar bem. Se você não souber comprovar que foi líder do projeto, vai passar por mentiroso.

Para Homero Reis, aumentar deliberadamente a importância de atuações profissionais manifesta uma visão de mundo e de si mesmo equivocada. “Supervalorização revela prepotência e autossuficiência”, diz ele. Na opinião dele, quem faz isso mostra que considera a sua atuação profissional mais relevante que a dos outros e não dá importância ao trabalho em equipe. “É como dizer: eu sou o competente da história, os outros não”, diz.

7 - Mentir

Faltar com verdade é, sem dúvida, a maneira mais fácil de se queimar com o recrutador e nunca mais ser chamado por ele para um processo seletivo . Para os dois especialistas, não há escapatória: quem faz isso vai ser encarado como alguém com desvio de caráter. 

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