quarta-feira, 21 de março de 2012

Para pesquisador, investimento em educação deve ser 10,7% do PIB


            O professor da Universidade de São Paulo (USP), José Marcelino Rezende Pintor, afirmou que para cumprir efetivamente as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), o investimento do PIB no setor deve chegar a 10,7% em 2020. Ele participou de reunião da comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a proposta nesta terça-feira.
            Segundo o professor, o Ministério da Educação “errou” ao fazer as contas e apontar o investimento necessário de 7% do PIB para alcançar os indicadores apontados no PNE. De acordo com Marcelino, esse percentual corresponderia à necessidade de investimento apenas para 2012.
            Integrante do Conselho do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos sugeriu que os parlamentares peçam as contas feitas pelo Executivo para chegar à conclusão de que 7% do PIB são suficientes para financiar a educação até 2020. Ele ressaltou que é preciso um grande investimento para atingir uma equidade mínima entre as escolas, que é proposta pelo Custo Aluno Qualidade (CAQ).
            Ramos destacou que o País colocou como meta do Ideb a nota 6 (que era o desempenho da Comunidade Europeia em 2005), mas aplica apenas cerca de 1/3 do montante investido pelos países europeus em ensino. Na Europa, informou ele, são cerca de R$ 9 mil por aluno, enquanto no Brasil, em 2010, esse valor ficou por volta de R$ 3,5 mil.

Parâmetros
            O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Nelson Cardoso Amaral destacou que é possível escolher vários indicativos para definir a qualidade que se deseja para a educação.
            De acordo com Amaral, se o País aplicar 10% do PIB, atingirá padrões próximos aos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 6 mil dólares por aluno entre 2020 e 2030. Se forem aplicador 8% do PIB, informou ele, esse patamar será atingido entre 2030 e 2040 e, se for aplicado 7%, só se aproximará dos valores investidos pelas nações ricas entre 2040 e 2050.

Fonte: Estadão

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Contribua deixando seu comentário.